Blog > Testando o que importa no tempo que lhe resta

17/fev

A frase “temos pouco tempo para testar" é comum a muitas equipes, nos mais variados projetos. O resultado disto é a entrega de um software parcialmente testado. Com a análise de riscos podemos direcionar o esforço de teste, com o objetivo de garantir que serão executados testes para diminuir as chances de falhas ocorrerem mesmo quando há pressão no prazo e pouco tempo para os testes.

Introdução

Planejamento incorreto, Requisitos incompletos, Complexidade das funcionalidades desenvolvidas, Curto prazo para desenvolvimento e Baixa manutenibilidade do sistema legado são alguns dos muitos motivos causadores de atrasos no processo de desenvolvimento. A equipe de testes por sua vez, precisa aguardar o fim do desenvolvimento da aplicação para que os testes possam ser executados a nível de sistema. Como a data de entrega do software para o cliente, na maioria das vezes, mesmo com o atraso, não muda, o tempo destinado aos testes é reduzido, para que as demais atividades (concepção, design, codificação, etc) sejam concluídas, e assim, sem o tempo ideal para os testes, o cliente acaba por receber um software que foi testado parcialmente.

A análise de riscos, provê disciplina para, entre outros, implementar ações para minimizar as chances de eventos indesejados acontecerem. É utilizada para, juntamente com o cliente, identificar os possíveis riscos contidos em um produto, que poderiam causar impacto negativo ao negócio e a imagem da organização. Uma vez identificados os riscos relacionados ao produto, casos de teste são derivados e a prioridade de execução é definida baseando-se no nível do risco. O nível do risco é medido através da multiplicação entre a probabilidade de ocorrência da falha e o impacto no negócio caso a falha ocorra. A probabilidade de ocorrência do risco é diminuída conforme os casos de teste são executados: se os testes revelam falhas, estas são corrigidas; se não, garantimos que os riscos foram mitigados.

Ao fim do ciclo de testes, o cliente obterá feedback com os riscos que foram e os que não foram mitigados, e poderá então avaliar se vale a pena parar ou retomar os testes, para tratar os riscos residuais.

Técnicas especificas de derivação de casos de teste podem ser utilizas para cada nível de risco, de modo a garantir a cobertura através de combinações de valores de entrada e resultados. Por exemplo, poderíamos utilizar uma tabela de decisão para derivar casos de teste para um risco que possui probabilidade e impacto altos, pois esta técnica tem a capacidade de revelar um alto índice de defeitos. Em contrapartida, poderíamos utilizar as técnicas de partição por equivalência e valores limíte, para derivar casos de teste para um risco com probabilidade e impacto médio, pois estas técnicas, tendem a revelar um índice inferior de falhas e sua implementação é mais simples.

Conclusão

A análise dos riscos relacionado a um produto, quando feita em conjunto com o cliente, pode proporcionar um controle e conhecimento maior sobre quais as características necessitam mais de atenção, e serve como diretriz para a escolha da abordagem e técnicas utilizadas para testar. Além de ajudar a priorizar a execução de testes em áreas específicas, proporcionando ao usuário, durante e ao fim do ciclo de testes, a garantia de o que foi testado e a possibilidade de extensão do período de testes caso deseje mitigar mais riscos.

Referências

http://www.erikvanveenendaal.nl/NL/files/Testing_E...

http://bstqb.org.br/uploads/docs/syllabus_ctfl_201...

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